Curso Superior de Estética e Imagem Pessoal

Olá, seja bem vindo! Meu nome é Fefa, faço curso superior de Estética, estou no 4° semestre e escrevo no blog desde o 1° dia de aula. Divido aqui os conteúdos aprendidos no curso e dicas de estética.
Espero que gostem!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Dermatologia - 03/11/11 quinta-feira - com fotos!

Dermatologia

Acne ou Acne Vulgar

Encontrei o texto abaixo bem explicativo sobre a acne e corresponde bem ao que a professora explicou em sala de aula. Espero que esta postagem complemente nossos estudos. 
O que é Acne?
Acne é uma das doenças da pele mais comuns. Não é contagiosa. Também é chamada de Acne Vulgar ou Juvenil. Trata-se de afecção que atinge a unidade pilo-sebácea (pêlo e glândula sebácea). A acne é uma doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. Por isso, as lesões iniciam-se na puberdade, afetando cerca de 80% dos adolescentes. Embora na acne vulgar a idade de comprometimento seja o período da adolescência, não é raro estender-se até os 30 anos ou mais, principalmente em mulheres, constituindo a Acne da Mulher Adulta. Em alguns adolescentes, as lesões são mínimas, quase imperceptíveis. Em outros, as lesões tornam-se mais evidentes e polimorfas, de intensidade variável, perturbando a qualidade de vida e desencadeando ou agravando problemas emocionais que se podem tornar extremamente graves. Na ausência de tratamento adequado, as lesões podem persistir até o final da adolescência. Eventualmente, lesões isoladas podem-se manter durante muitos anos. Por falta de tratamento ou tratamentos inadequados, podem deixar manchas e cicatrizes inestéticas.

Os cravos e "espinhas" ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilo-sebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e comedões fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das "espinhas".
Causas da AcneVários fatores contribuem para o aparecimento da acne:
  • GENÉTICO: Existe uma tendência hereditária na acne. O aumento do tamanho e atividade da glândula sebácea na puberdade e a alteração folicular podem ter influência genética. Quando ambos os pais tem acne é de 50% a possibilidade de aparecimento da acne, com gravidade variável. Por isso, em pacientes cujos pais tiveram acne grave ou cicatrizes de acne, deve-se iniciar o tratamento o mais precoce possível.
  • HORMONAL: Os andrógenos regulam a produção do sebo pelas glândulas sebáceas. A secreção sebácea depende da ação dos hormônios androgênicos (sexuais) de origem gonadal (ovários, na mulher e testículos, nos homens) e/ou adrenal (glândula que pode ser encontrada sobre os rins). É por isto que na puberdade - período em que ocorre aumento dos hormônios sexuais- ocorre elevação dos níveis de andrógenos no sangue e tecidos, levando ao aumento do tamanho e da secreção de sebo das glândulas sebáceas.
  • ATIVIDADE DAS GLÂNDULAS SEBÁCEAS: em geral, quem tem acne apresenta glândulas mais ativas, que produzem mais sebo. Por isso, as pessoas com tendência à acne freqüentemente têm uma pele oleosa. Além disso, também pode haver diferença na composição desse sebo com a presença de elementos mais irritantes para a pele.
  • OBSTRUÇÃO DO CANAL PILO-SEBÁCEO: Devido a uma predisposição genética, ocorre espessamento (aumento da queratinização) no folículo pilo-sebáceo. A retenção de sebo que deveria ser eliminado junto com esse aumento da queratinização no interior do canal pilo-sebáceo provoca a formação de um "tampão". Nisto reside o mecanismo principal de formação dos comedões que podem ser abertos ("cravos pretos") ou fechados ("cravos brancos").
  • ALTERAÇÃO DAS BACTÉRIAS DA PELE: as bactérias atuam sobre o sebo acumulado e favorecem a inflamação da pele, formando lesões avermelhadas, doloridas e com pús. A principal bactéria envolvida chama-se Propionibacterium acnes (P.acnes). Ela está normalmente presente na pele de todas as pessoas, mas em maior quantidade nas que apresentam acne.
Manifestações da AcneA doença manifesta-se principalmente na face e no tronco, áreas do corpo com grande quantidade de glândulas sebáceas. Os sintomas variam de pessoa para pessoa, sendo, na maioria da vezes de pequena e média intensidade.

O quadro clínico pode ser dividido em cinco graus. A acne é classificada como acne não-inflamatória (sem sinais inflamatórios) quando apresenta somente cravos (grau I) e acne inflamatória (graus II, III, IV, V).
  • ACNE GRAU I: apenas cravos, sem lesões inflamatórias (espinhas). Apresentam cravos brancos (comedões fechados) ou cravos pretos (comedões abertos.




  • ACNE GRAU II: Apresentam-se cravos (comedões), pontos vernelhos (pápulas) e "espinhas" (pústulas).


  



  • ACNE GRAU III: Apresentam-se cravos, "espinhas" e lesões maiores, mais profundas, dolorosas e inflamadas, podendo apresentar saída de pus (cistos).

  

  • ACNE GRAU IV: cravos, "espinhas" e grandes lesões císticas comunicantes (acne conglobata), com muita inflamação e aspecto desfigurante. Representa forma grave de acne, em que ao quadro anterior, associam-se cistos com saída de pus numerosos e grandes, formando abscessos e fístulas que eliminam pus. Geralmente, esta forma aparece no rosto, pescoço, regiões anterior e posterior do tórax.  


  


  • ACNE GRAU V: Também chamado de acne fulminante. Quadro raro e grave. O paciente apresenta febre, queda do estado geral, dor em várias "juntas" (articulações), alterações ósseas, dores musculares, perda de apetite. Pode ocorrer necrose das lesões (morte do tecido). O paciente deve ser tratado rapidamente, pois há risco de seqüelas (marcas/cicatrizes) graves, desfigurantes e permanentes.  




TratamentoRealizar exame dermatológico do paciente o mais completo possível. Procurar observar fatores agravantes (como alteração emocional, hábitos incorretos de escoriar e espremer as "espinhas"), além de tratamentos já utilizados.

Sendo doença de duração prolongada e algumas vezes desfigurante, a acne deve ser tratada desde o começo, para evitar seqüelas (cicatrizes na pele ou distúrbios emocionais), devido à importante alteração na auto-estima de jovens acometidos pela acne.

O tratamento pode ser feito com medicações de uso local, visando a desobstrução dos folículos e o controle da proliferação bacteriana e da oleosidade. Quando não houver resposta a medicações tópicas ou em casos intensos, torna-se necessário o tratamento sistêmico (medicamentos via oral), geralmente antibióticos para controlar a infecção.

Em casos de acne muito grave (como a acne conglobata ou fulminans), ou resistente aos tratamentos convencionais, pode ser utilizada a isotretinoína via oral, medicação que pode curar definitivamente a acne em cerca de noventa por cento dos casos.

O lado emocional do paciente não deve ficar em segundo plano. A acne freqüentemente piora quando o estresse emocional é intenso, a ansiedade e a angústia podem agravar o quadro, e contribuir para resistência ao tratamento. A desfiguração causada pela acne mexe com a auto-estima e a auto-confiança do adolescente, que pode preferir o isolamento social por vergonha de suas lesões e das brincadeiras dos colegas. Quando necessário, deve ser fornecido suporte psicológico. Por isto é importante o médico estar atento aos sentimentos dos pacientes, perguntando aspectos relacionados com interações sociais, comportamento sexual, desempenho na escola ou trabalho, dietas, uso de drogas. O tratamento da acne deve ser orientado pelo seu médico dermatologista, que é o profissional capacitado para indicar os medicamentos ideais para cada caso. É importante saber que algumas pessoas apresentam melhoras com certos medicamentos e outras não. Por isso, pode ser que seu dermatologista troque sua medicação caso o tratamento inicial não esteja surtindo efeito para o controle do seu quadro.

Não use remédios indicados por pessoas leigas ou que tenham um quadro semelhante ao seu. Eles podem não ser apropriados ao seu tipo de pele. A duração do tratamento é longa, geralmente nunca é menor do que seis meses, portanto, paciência. Esclareça suas dúvidas com o dermatologista que o acompanha, ele sempre poderá ajudá-lo.
por Dra. Érica Monteiro, dermatologista.


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